2005

“E lá se foram tantos anos…”

Frase que então me remeteria à recém deixada infância. Até pouco tempo, nunca parara para pensar em quanto tempo de fato se passou. Em quão rápido passou. Há poucas semanas ainda me lembro de ter lhe encontrado em meus sonhos, como se ainda fosse parte do meu cotidiano. Até hoje sinto sua falta e me pego pensando em você. Ou na minha memória de você. Porque na realidade, o modo como você agiu ainda machuca - e por muito tempo me fiz convencer de que você não era tudo isso. Tudo isso que eu insisto em não esquecer. Tudo isso que eu ainda idealizo. E acho que estava certa. Talvez eu também tenha lhe machucado, e não poderia ter sido mesmo diferente. Mas a verdade é que, nesse momento, a última pessoa na qual pensa é em mim. E cá estou, escrevendo sobre você.

Nós não fomos feitos um pro outro. Não compartilhamos os mesmos sonhos, os mesmos ideais. Mas o que um dia compartilhamos, mesmo que por curto tempo, me faz ter ainda hoje saudade e até aquele aperto no peito tão comum aos amores perdidos. Nós não fomos um casal, como teríamos sido hoje. Mas o que senti por você foi forte o suficiente para resistir todos esses anos - adormecido, resignado - e ainda assim, vivo, raro e sincero. Porque foi puro.

Posso até jurar que nunca te amei, por não ter vivido tudo o que havia pra viver. Talvez nossos destinos nunca mais se cruzem, provavelmente nunca mais verei você - e isso dói. Perdida em meus próprios pensamentos, só posso chegar a uma conclusão…

Ainda o amo, sempre amei - e ora, que clichê! - para sempre amarei.

2005

“E lá se foram tantos anos…”

Frase que então me remeteria à recém deixada infância. Até pouco tempo, nunca parara para pensar em quanto tempo de fato se passou. Em quão rápido passou. Há poucas semanas ainda me lembro de ter lhe encontrado em meus sonhos, como se ainda fosse parte do meu cotidiano. Até hoje sinto sua falta e me pego pensando em você. Ou na minha memória de você. Porque na realidade, o modo como você agiu ainda machuca - e por muito tempo me fiz convencer de que você não era tudo isso. Tudo isso que eu insisto em não esquecer. Tudo isso que eu ainda idealizo. E acho que estava certa. Talvez eu também tenha lhe machucado, e não poderia ter sido mesmo diferente. Mas a verdade é que, nesse momento, a última pessoa na qual pensa é em mim. E cá estou, escrevendo sobre você.

Nós não fomos feitos um pro outro. Não compartilhamos os mesmos sonhos, os mesmos ideais. Mas o que um dia compartilhamos, mesmo que por curto tempo, me faz ter ainda hoje saudade e até aquele aperto no peito tão comum aos amores perdidos. Nós não fomos um casal, como teríamos sido hoje. Mas o que senti por você foi forte o suficiente para resistir todos esses anos - adormecido, resignado - e ainda assim, vivo, raro e sincero. Porque foi puro.

Posso até jurar que nunca te amei, por não ter vivido tudo o que havia pra viver. Talvez nossos destinos nunca mais se cruzem, provavelmente nunca mais verei você - e isso dói. Perdida em meus próprios pensamentos, só posso chegar a uma conclusão…

Ainda o amo, sempre amei - e ora, que clichê! - para sempre amarei.

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